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EFEITO MANADA – estoques de papel higiênico na epidemia de coronavírus

Lei para coibir o efeito manada. Esta semana o Rio de Janeiro publicou o PROJETO DE LEI Nº 2011/2020 determina a limitação da venda de produtos de higiene e alimentícios considerados emergenciais na epidemia de coronavírus.

É fácil entender que o cidadão reforce os seus estoques de alimentos com o objetivo de evitar idas frequentes ao mercado durante uma epidemia como a causada pelo coronavírus, mas presenciar brigas e disputas por causa de papel higiênico é algo surreal.

Foi noticia em todos os canais de TV que além do álcool em gel, lenços de papel, produtos de limpeza e máscaras de proteção pessoal, as pessoas estavam se estapeando por causa de papel higiênico.

A súbita demanda por álcool  e produtos de limpeza de ambientes são super justificáveis, uma vez que o aumento dos cuidados com a limpeza são indicados no combate a propagação do vírus, mas em nenhum momento as autoridades de saúde indicaram o uso do papel para outros fins que não aqueles que já conhecemos.

Algumas pessoas até questionaram: O vírus causa um tipo de gripe ou está matando as pessoas com diarreia?

Enfim, maluquices a parte a situação se explica através de um fenômeno psicológico denominado efeito manada.

O que é o efeito manada?

Efeito Manada”, ou “Efeito Maria-Vai-Com-As-Outras”, termo utilizado para descrever situações em que um grupo de indivíduos reage de maneira semelhante, mesmo que de forma irracional, apenas por causa da pressão exercida pelo grupo.

Diante da uma pandemia global, o nível de insegurança e ansiedade tendem aumentar vertiginosamente e isso gera enorme pressão psicológica. Essa pressão causa movimentos de auto proteção individual ou em grupo.

Por que o papel higiênico?

No caso do papel higiênico o movimento foi estocar o produto comprando quantidades três e até quatro vezes maiores que o habitual, mas a compra não foi por motivação racional ou baseada no argumento que as pessoas usariam mais os sanitários.

Ao serem entrevistadas pelas Tvs, as pessoas respondiam que estavam fazendo estoque do papel com receio de que o produto acabasse. Mas esta hipótese se quer existia. Então onde surgiu esta informação?

A explicação vem do Japão:

Em 1973, a crise do petróleo afetou a produção de papel no Japão e fez muita gente estocar papel higiênico. Isso se repetiu em 2011, quando o Japão foi atingido pelo tsunami. Agora, há uma reedição do problema com o surto do novo coronavírus. 

Traumatizados pela crise de 1973, os Japoneses tendem a estocar o produto sempre que algo ameaça a falta de suprimentos do produto.

Para piorar a situação hoje temos as redes sociais e as Fake News que reforçaram o medo dos japoneses.

Boatos que circularam nas redes sociais diziam que a matéria-prima é da China, país duramente castigado pelo novo coronavírus. Porém, a Associação de Fabricantes de Papel Doméstico do Japão desmentiu o rumor e informou que a produção nacional é suficiente para abastecer o mercado interno.

“Só que quando vi a fila, fiquei com medo de ficar sem, por isso comprei”, disse uma senhora japonesa, levando o último pacote de papel higiênico e de lenço de papel de um supermercado.

Acredita-se que influenciados por cidadãos de outros países que moram no Japão e compartilharam cuidados a se tomar mediante situações como estas da pandemia, um deles seria o do de estocar o papel higiênico.

O efeito manada do papel higiênico, motivado pela pressão psicológica na pandemia de coronavírus ocorreu em quase todos os países afetados e as pessoas compravam simplesmente por que viam outras comprando carrinhos cheios.

O fenômeno não é novo e por aqui é muito comum no mercado financeiro. Alguns movimentos de investidores em massa ocorrem porque estes estão espelhando o comportamento de um determinado grupo que parece saber o que está fazendo.

A crise econômica de 2008, retratada no filme “A Grande Aposta” (2015)

Sugiro que leia também: Sob a pressão das massas: o incrível “efeito manada”

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